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25 Set 2018 10h23

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FACADA NA PROPAGANDA ELEITORAL

O engajamento da campanha de Jair Bolsonaro nas redes sociais é um ponto fora da curva e uma curva fora do gráfico.

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Sem entrar no mérito dos predicados, ou da falta deles, do postulante ao cargo de presidente da República Jair Bolsonaro, o fato notável é que ele quebrou tudo ao subverter completamente o modelo e o modus operandi da propaganda eleitoral. Gostemos ou não, a campanha INOVOU e a inovação foi emprestada à própria imagem do candidato.

 

Nenhum outro conseguiu usar a tecnologia digital como Bolsonaro e, justiça seja feita, é um case de engajamento, que envolveu uma legião de eleitores nas redes sociais trabalhando de forma colaborativa e autoral, com um tesão fabuloso em criar, produzir, curtir e  compartilhar conteúdos. Sim, conteúdos. O que é bem diferente da propaganda eleitoral tradicional praticada. Chega a ser bufo o uso do papel na era digital para tal fim, uma vez que lata de lixo não usa Whatsapp e não vota.

 

A soma da tecnologia com a inclusão digital mais o poder delegado aos eleitores para conduzirem livremente a comunicação do candidato deu voz ao povo, que por sua vez falou para o povo na linguagem que o povo entende. Com isso, aconteceu uma espécie de insubordinação popular à comunicação padrão.

 

Particularmente, não acredito que o sucesso alcançado seja consequência de uma sacada genial de planejamento estratégico de comunicação. É provável que o resultado tenha surpreendido até mesmo o candidato, o partido, a coligação e as coordenações da campanha, assim como surpreendeu adversários políticos, profissionais do marketing e da comunicação e eleitores. Tanto aqueles que são contra Bolsonaro quanto os que são a favor.

 

Em 2020, muitos vão tentar fazer o mesmo caminho. Dará certo? Só o imponderável sabe.

 

Se o Coiso-Boçalnaro-BolsoMoro-Bolsomito-Mito-Capitão-B17 será o próximo presidente da República só as urnas dirão, mas o efeito exponencial monstruoso alcançado numa campanha feita pelos eleitores engajados, ferramentas e mídias adequadas já ganhou.

 

 

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