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08 Mar 2019 16h03

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Verdão tá com tudo

Palmeiras vence com sobras. Manchester United e Ajax supreendem os favoritos PSG e Real Madri... Neymar sambou na Champions mais uma vez. E é o Dia das Mulheres como todo dia deve ser.

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Foto: TV Globo

Calma, calma palmeirense. É preciso muita calma essa hora.

 

Não é só porque ganhou bem o primeiro jogo da Libertadores e o desfile do carnaval de São Paulo que já da para sair dizendo que o Mundial da Fifa tá no papo.

 

É verdade que, num ano que começou cheio de tragédias, o Verdão vai surfando tranquilo em onda gigante nesse mar revolto.

 

No Paulistão, tem a segunda melhor campanha de todos, logo abaixo do Santos, mas acima do Corinthians e do São Paulo.

 

No Carnaval, ganhou o título pela primeira vez em 20 anos de história. Bela conquista!

 

Na vitória sobre o Junior Barranquilla, 2 a 0, na Colômbia, o Palmeiras foi muito bem, apesar de precisar de boas defesas do goleiro Weverton para garantir o placar.

 

Em minha opinião, foi o casamento perfeito de uma boa estratégia definida pelo técnico Luiz Felipe Scolari, com a vontade e determinação dos jogadores em campo.

 

O trio Dudu-Scarpa-Ricardo Goulart, três jogadores de inegável talento, se saiu muito bem.

 

O primeiro gol, marcado por Scarpa, foi uma obra prima de jogada que nasceu dos pés do eficiente Dudu.

 

Ricardo Goulart ainda não está mostrando todo o seu potencial. Mas, para começo, está prá lá de bom.

 

Na Libertadores, o próximo adversário será o peruano Melgar, pouco conhecido e de pouca experiência internacional.

 

Não deverá ser adversário difícil no Allianz Parque.

 

Mas, como se diz lá nas Minas Gerais: caldo de galinha, prudência e água benta não fazem mal a ninguém. Afinal, também se diz por lá, é porco magro que suja a água.

 

Veja alguns gols da quarta-feira.

https://youtu.be/nK7Wvm7iwvA

 

Neymar:

 

sonho adiado.

 

O craque Neymar sonha em ser campeão do Mundo pelo Brasil, campeão da Champions pelo PSG e eleito melhor jogador do Mundo pela Fifa.

 

São sonhos que vão sendo adiados.

 

Disputou duas Copas Pelo Brasil e ficou no meio do caminho. Na primeira, foi atropelado por um perna de pau colombiano que quase o deixou aleijado.

 

Na segunda, também ficou pelo caminho, na Rússia, perdido numa seleção onde todos estavam perdidos. A começar o líder Tite, com toda a sua prosopopeia e cantilenas inúteis e cansativas.

 

No ano passado, ficou fora da Champions por contusão – e o seu PSG foi eliminado.

 

Ontem, o filme se repetiu. Ao vencer o primeiro jogo por 2 a 0, na Inglaterra, parecia que a fatura estava liquidada para o jogo de volta na França.

 

Mas, o que se viu não foi isso.

 

Buffon, já eleito o melhor goleiro do mundo, bateu roupa como um principiante dos campos de terra da nossa várzea e levou o gol.

 

Mbappé, revelação da Copa do Mundo da Rússia, perdeu gol que lembrou o velho Geraldão naqueles anos tristes e negros do Corinthians.

 

Daí, deu no que deu: o Manchester fez 3 a 1 e alcançou a classificação que parecia impossível.

 

Outra vez o Paris Saint Germain parou nas oitavas.

 

E não adianta Neymar ficar indignado com o juiz.

 

Se Buffon não tivesse falhado...

 

Se Mbappé não tivesse perdido aquele gol...

 

Ah!, se o “se” não tivesse atrapalhado, o francês não estaria agora fazendo beicinho e murmurando: “Je n'y crois pas, mon Dieu!”

 

Que quer dizer, para quem não consulta o Google, “Eu não acredito, meu Deus!”

 

Veja os gols:

https://youtu.be/JN8cN8RsOOk

 

Dia

 

das Mulheres

 

Dia da Mulher é todo dia. Mas é justo que haja um dia em especial.

 

E esse dia será amanhã.

 

Daí, boa pauta do Globo Esporte com o título #lugardemulher.

 

A matéria, que teve seu primeiro episódio hoje, quinta-feira, e termina amanhã, discute a presença da mulher no campo de futebol.

 

Elas vão conquistando seu espaço em todo o mundo com jeito e merecimento que só elas têm.

 

Daí eu me lembro de um episódio ocorrido há 50 anos.

 

Era um clássico no Pacaembu, época que pouquíssimas mulheres ousavam atravessar a fronteira machista de um campo de futebol.

 

Na Editoria de Esportes do Jornal da Tarde não havia uma repórter sequer. Éramos todos machos!

 

Então a editoria de esportes pediu “emprestado” uma repórter da Editoria Geral para comparecer ao Pacaembu.

 

Sua pauta: um clássico na visão de uma mulher.

 

Como ela nunca tinha ido ao campo de futebol, lá fui eu ao seu lado para lhe indicar onde ficava a Tribuna de Imprensa.

 

Não é que lá chegando, o porteiro, um amável velhinho, não permitiu que ela entrasse!

 

Por mais que eu tentasse, pedisse, argumentasse ele permaneceu irredutível.

 

Seu argumento: como a tribuna ficava no meio do setor das cadeiras numeradas, se o torcedor visse uma mulher ali, com certeza iria achar que o jornalista ao invés de trabalhar, estava namorando.

 

Ele pensava que estava protegendo a reputação dos repórteres...

 

Anos jurássicos.

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